quinta-feira, 29 de novembro de 2012
VICENTE TELLES - O MEU GRITO!: BELCHIOR, UM GÊNIO NAS MÃOS DO VIL, FÁBRICA DE BAN...
VICENTE TELLES - O MEU GRITO!: BELCHIOR, UM GÊNIO NAS MÃOS DO VIL, FÁBRICA DE BAN...: “Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos”... Há perigo na esquina... Sim há perigos nas esqu...
BELCHIOR, UM GÊNIO NAS MÃOS DO VIL, FÁBRICA DE BANDIDOS.
“Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos”...
Há perigo na esquina... Sim há perigos nas esquinas da incompreensão. A mídia não perdoa; massacra, a mesma que endeusa fazendo alguns artistas perderem o foco é a algoz do nosso querido amigo Belchior, que passa por uma situação diferente e constrangedora, muito em função de vivermos num país sem memória cultural, são tempos descartáveis, onde os artistas sofrem uma pressão mercadológica tremenda, para que sempre estejam em evidência, pois aqui tudo é fugaz e esquecido rapidamente. Assim verdadeiros gênios são desprezados em função de um mercado cada vez mais alienante-mente idiota e oportunista. São tempos do “Camaro Amarelo”, Das Cachorras e das Preparadas, das letras que depreciam as mulheres e que as torna servil pela força Vil... Mas, que rendem muita grana.
Não estou aqui a fazer nenhuma apologia a atitudes que não obedeçam às realidades do capitalismo, somente penso que Belchior merece respeito da mídia e de todos nós. A obra do Belchior exige respeito. Penso que tínhamos por obrigação não deixar isso acontecer, pela contribuição dada por esse artista para o país. Belchior é um homem de rara inteligência, poesia e musica inquestionável.
O fato de vários artistas passarem por situações difíceis, evidencia a forte influência da mídia no sentido de manipular tendências e gostos musicais, rotulando e até rejeitando os artistas que porventura possuem estilos diferentes do que a tirania musical impõe. Outro fator determinante neste processo dar-se por culpa do governo por não exigir uma política justa, quanto aos direitos autorais.
É de responsabilidade de um país cuidar da cultura com carinho. Na atualidade, sabemos que são desprezados vários ícones da música popular brasileira que num passado viveram glórias e sucessos, contribuindo com a sua arte e cultura para o desenvolvimento do país, pois foram as obras destes artistas que nos prestaram relevantes esclarecimentos, no sentido de compreender, entender e questionar aspectos culturais, sociais e políticos do nosso país. Não foram investimentos em educação que nos fizeram sábios em conhecimento de mundo, pois nunca tivemos nenhum tipo de investimentos sério nesta área. Eu pulava o muro para assistir aulas, pois não tinha como pagar. Assim, devido ao descaso de não haver uma política voltada para os interesses dos artistas, é que os mesmos passam por dificuldades financeiras sérias.
Belchior como indivíduo, pode fazer o que bem entender que nada maculará a tua obra, pois ela é eterna e está registrada para sempre na história da música popular brasileira.
Vocês por acaso sabem algo do Gandhi, Albert Einstein, Santos Dumont, Felipe Pinel, Alexander Fleming? Para Friedrich Nietzsche, “Temos a arte para não morrer da verdade”. Foram pessoas que só contribuíram com a vida de todos nós e pouco nos interessou até hoje a vida particular desses fenômenos e Belchior é um deles, não nos interessa as suas particularidades, pois a tua arte é o nosso legado. Foi num misto de vida particular e pública que nasceu sua obra, e fez com que toda essa genialidade emergisse, Belchior é uma dessas figuras ímpares que a vida nos ofertou.
O Belchior é o autor de clássicos: “Como os nossos Pais”, “Velha Roupa Colorida”, “Mucuripe”, “Apenas um rapaz latino americano”, “Paralelas”, “Coração Selvagem”, “Tudo outra vez”, “Comentários a respeito de John” e etc. deveria ser reverenciado, visto que através da sua arte, levou o nome e o orgulho do nosso país em vários cantos do mundo, o que muito nos alegra enquanto fãs incondicionais deste grande autor e intérprete do “puro cancioneiro popular brasileiro”.
Os nossos músicos precisam de um órgão de classe que realmente os representem, assim a Ordem dos Músicos do Brasil deveria zelar pelos seus associados, uma vez que cobram mensalidades e arrecadam por todos os shows nacionais e internacionais que são feitos em todo país, sendo uma arrecadação considerável, que deveria ser usada a princípio para beneficiar a música nacional brasileira de qualidade,bem como os próprios músicos, mas tal fato não acontece, pois a ordem nada faz em prol dos músicos e compositores. Se tivessem esse olhar diferenciado, um compositor do quilate do Belchior não estaria passando por tanto constrangimentos, pois bem sabemos que o interesse da mídia é a exploração do infortúnio alheio, que os levará a aumentar o índice do Ibope.
Mas o que espero do Belchior é a inquietação poética, o senso de libertação de seu texto, a construção. Mas essa pressão o leva a se sentir como fera acuada o que pode diminuir ou privar o poeta de ver a realidade e o levar a vislumbres doentios.
Plagiando o nosso grande artista: “Foi com medo de avião que segurei pela primeira vez a tua mão”, hoje entendo teu medo, não era de altura, mas da queda, pela falta de solidariedade humana e pela incompreensão de produtores e empresários que você ajudou a enriquecer com a tua arte e hoje te crucificam. Vicente Telles
BELCHIOR, UM GÊNIO NAS MÃOS DO VIL, FÁBRICA DE BANDIDOS.
BELCHIOR, UM GÊNIO NAS MÃOS DO VIL, FÁBRICA DE BANDIDOS.
“Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos”...
Há perigo na esquina... Sim há perigos nas esquinas da incompreensão. A mídia não perdoa; massacra, a mesma que endeusa fazendo alguns artistas perderem o foco é a algoz do nosso querido amigo Belchior, que passa por uma situação diferente e constrangedora, muito em função de vivermos num país sem memória cultural, são tempos descartáveis, onde os artistas sofrem uma pressão mercadológica tremenda, para que sempre estejam em evidência, pois aqui tudo é fugaz e esquecido rapidamente. Assim verdadeiros gênios são desprezados em função de um mercado cada vez mais alienante-mente idiota e oportunista. São tempos do “Camaro Amarelo”, Das Cachorras e das Preparadas, das letras que depreciam as mulheres e que as torna servil pela força Vil... Mas, que rendem muita grana.
Não estou aqui a fazer nenhuma apologia a atitudes que não obedeçam às realidades do capitalismo, somente penso que Belchior merece respeito da mídia e de todos nós. A obra do Belchior exige respeito. Penso que tínhamos por obrigação não deixar isso acontecer, pela contribuição dada por esse artista para o país. Belchior é um homem de rara inteligência, poesia e musica inquestionável.
O fato de vários artistas passarem por situações difíceis, evidencia a forte influência da mídia no sentido de manipular tendências e gostos musicais, rotulando e até rejeitando os artistas que porventura possuem estilos diferentes do que a tirania musical impõe. Outro fator determinante neste processo dar-se por culpa do governo por não exigir uma política justa, quanto aos direitos autorais.
É de responsabilidade de um país cuidar da cultura com carinho. Na atualidade, sabemos que são desprezados vários ícones da música popular brasileira que num passado viveram glórias e sucessos, contribuindo com a sua arte e cultura para o desenvolvimento do país, pois foram as obras destes artistas que nos prestaram relevantes esclarecimentos, no sentido de compreender, entender e questionar aspectos culturais, sociais e políticos do nosso país. Não foram investimentos em educação que nos fizeram sábios em conhecimento de mundo, pois nunca tivemos nenhum tipo de investimentos sério nesta área. Eu pulava o muro para assistir aulas, pois não tinha como pagar. Assim, devido ao descaso de não haver uma política voltada para os interesses dos artistas, é que os mesmos passam por dificuldades financeiras sérias.
Belchior como indivíduo, pode fazer o que bem entender que nada maculará a tua obra, pois ela é eterna e está registrada para sempre na história da música popular brasileira.
Vocês por acaso sabem algo do Gandhi, Albert Einstein, Santos Dumont, Felipe Pinel, Alexander Fleming? Para Friedrich Nietzsche, “Temos a arte para não morrer da verdade”. Foram pessoas que só contribuíram com a vida de todos nós e pouco nos interessou até hoje a vida particular desses fenômenos e Belchior é um deles, não nos interessa as suas particularidades, pois a tua arte é o nosso legado. Foi num misto de vida particular e pública que nasceu sua obra, e fez com que toda essa genialidade emergisse, Belchior é uma dessas figuras ímpares que a vida nos ofertou.
O Belchior é o autor de clássicos: “Como os nossos Pais”, “Velha Roupa Colorida”, “Mucuripe”, “Apenas um rapaz latino americano”, “Paralelas”, “Coração Selvagem”, “Tudo outra vez”, “Comentários a respeito de John” e etc. deveria ser reverenciado, visto que através da sua arte, levou o nome e o orgulho do nosso país em vários cantos do mundo, o que muito nos alegra enquanto fãs incondicionais deste grande autor e intérprete do “puro cancioneiro popular brasileiro”.
Os nossos músicos precisam de um órgão de classe que realmente os representem, assim a Ordem dos Músicos do Brasil deveria zelar pelos seus associados, uma vez que cobram mensalidades e arrecadam por todos os shows nacionais e internacionais que são feitos em todo país, sendo uma arrecadação considerável, que deveria ser usada a princípio para beneficiar a música nacional brasileira de qualidade,bem como os próprios músicos, mas tal fato não acontece, pois a ordem nada faz em prol dos músicos e compositores. Se tivessem esse olhar diferenciado, um compositor do quilate do Belchior não estaria passando por tanto constrangimentos, pois bem sabemos que o interesse da mídia é a exploração do infortúnio alheio, que os levará a aumentar o índice do Ibope.
Mas o que espero do Belchior é a inquietação poética, o senso de libertação de seu texto, a construção. Mas essa pressão o leva a se sentir como fera acuada o que pode diminuir ou privar o poeta de ver a realidade e o levar a vislumbres doentios.
Plagiando o nosso grande artista: “Foi com medo de avião que segurei pela primeira vez a tua mão”, hoje entendo teu medo, não era de altura, mas da queda, pela falta de solidariedade humana e pela incompreensão de produtores e empresários que você ajudou a enriquecer com a tua arte e hoje te crucificam. Vicente Telles
A MAIORIA DOS QUE VIVEM DA MUSICA NEM GOSTAM DE MÚSICA!
CADÊ OS DIREITOS AUTORAIS DOS COPOSITORES ECAD ?
A Assessoria de Imprensa do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou por volta das 20h20 desta terça-feira (24) lista de nomes para os quais a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ecad propõe indiciamento. Lindbergh é o relator da CPI, e seu relatório será votado na quinta-feira (26).
Os nomes a serem encaminhados ao Ministério Público são de dirigentes do Ecad e de outras entidades de arrecadação de direitos autorais acusados de irregularidades no recolhimento e administração de recurso
Veja a lista:
1. José Antônio Perdomo Corrêa (UBC): crime contra ordem econômica, apropriação indébita e falsidade ideológica.
2. Roberto Correa Mello (ABRAMUS) e José Alves da Silva (AMAR): crime contra ordem econômica, apropriação indébita, falsidade ideológica e violação do dever de lealdade (conflito de interesse).
3. Glória Cristina Rocha Braga Botelho (ECAD): crime contra ordem econômica, apropriação indébita e falsidade ideológica.
4. Marco Venício Mororó de Andrade (AMAR): crime contra ordem econômica e apropriação indébita.
5. Jorge de Souza Costa (SOCINPRO): crime contra ordem econômica, falsidade ideológica e crime de usura.
6. Chrysóstomo Pinheiro de Faria (SICAM): falsidade ideológica.
7. Angela Virginia de Rezende Lopes (ÁTIDA): apropriação indébita.
8. Edmilson Fernandes Machado (ÁTIDA): apropriação indébita.
9. Martha Estefaneli (ÁTIDA): apropriação indébita.
10. Cleide Santini (ÁTIDA): apropriação indébita.
11. José Alves da Silva (AMAR): falsidade ideológica.
12. Kleber da Silva (SBACEM): falsidade ideológica.
13. Maria Cecília Garreta Prats Caniato (ABRAMUS): apropriação indébita.
14. Denis Lobo (Presidente da SBACEM): crime contra ordem econômica.
15. Marcel Camargo de Godoy (Presidente da ASSIM): crime contra ordem econômica.
Veja aqui a íntegra da versão provisória do relatório final da CPI do Ecad.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
domingo, 11 de novembro de 2012
40 ANOS SEM O CRIADOR DA TROPICÁLIA.
HOJE; 40 ANOS SEM O CRIADOR DA TROPICÁLIA.
TORQUATO NETO *** 09/11/1944 - 10/11/1972.
Torquato de Araújo Pereira Neto
Um piauiense filho do Dr. Eli da Rocha e de D. Salomé
foi um agitador cultural de grande destaque em Salvador onde conheceu uma turma da pesada e, que por seu incentivo e suas ideias viria ser mais tarde o maior movimento musical e cultural que foi a TROPICÁLIA (Torquato, Caetano, Glauber, Gil, Rogério Duarte, Capinam, Gal e Tom Zé). Falo do poeta e agitador cultural Torquato Neto
Vindo da Baia para o Rio de Janeiro em 1962 onde atuava como agente cultural defendendo as manifestações artísticas de vanguarda, como a TROPICÁLIA, o cinema marginal e a poesia concreta.
Tendo como seus amigos os poetas Décio Pignatari, Augusto e Haroldo Campos, o cineasta Ivan Cardoso e o artista plástico absolutamente revolucionário Hélio Oiticica.
Escreveu o breviário "Tropicalismo para Principiantes", defendendo a necessidade de criar um movimento genuinamente brasileiro e tornou-se um letrista ícone do movimento.
Torquato que andava pela CBS, tentando gravar um disco acompanhado da cantora Lena Rios com a sua capa preta e o seu papo encantador. Numa época tentei revive-lo com um personagem intitulado “O mago da canção” de capa preta e uma cartola de mágico, onde a sua magia estava na poesia de um poeta que não teve tempo de dizer e procurei cantar essa rebeldia em homenagem a esse ícone da Tropicaria, esquecido talvez pelo silêncio dos seus próprios parceiros.
E ele diz: "Escute meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (…). Quem não se arrisca não pode berrar."
Sombaratinho: Entrevista exclusiva com Vicente Telles (2011)
Sombaratinho: Entrevista exclusiva com Vicente Telles (2011): Cantor e compositor Vicente Telles Vicente Telles - o mago na arte de viver Por Márcio Proença Muitos irão estranhar porque entr...
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